Intérprete de libras em bancos e shoppings pode ser obrigatória em MS

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Bancos podem ser obrigados a ter funcionário que se comunique em linguagem de sinais - Foto: Arquivo/Correio do Estado

Duas propostas relativas à maior inclusão de pessoas surdas podem ser votadas na sessão de quarta-feira (17) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Uma das matérias altera a redação de lei de 1996 que reconhece, no Estado, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de comunicação objetiva e de uso corrente. O outro projeto, de maior impacto, torna obrigatória a presença de intérprete de libras em agências bancárias e shoppings centers.

De autoria do deputado Pedro Kemp (PT), o Projeto de Lei (PL) 13/2019 muda a redação do artigo 2º da Lei 1.693/1996, determinando, entre outras medidas, que o Poder Público disponha de, no mínimo, 5% de servidores com capacidade básica em libras.

Conforme a justificativa do parlamentar, a libras representa à comunidade surda “instrumento essencial para o exercício dos direitos de cidadania.”

Também visando à garantia de direitos de pessoas com deficiência, o PL 26/2019, proposto pelo deputado Evander Vendramini (PP), obriga os shoppings centers e as agências bancárias de Mato Grosso do Sul a disponibilizarem intérpretes de Libras para atenderem surdos. O descumprimento pode resultar em multa de até 300 Unidades Fiscais de Referência do Estado de Mato Grosso do Sul (Uferms), segundo prevê o projeto.

As duas matérias, previstas para serem votadas em primeira discussão, têm parecer favorável  por unanimidade da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Correio do Estado

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