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Fé atrai inúmeras pessoas a túmulo de criança em Amambai
"Menino José" é apontado como anjo e recebe presentes das pessoas em agradecimento por supostas graças recebidas.
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Postada em 08/07/2017 ás 12h43
Fé atrai inúmeras pessoas a túmulo de criança em Amambai

O Cemitério Municipal Santo Antônio, em Amambai, com mais de cem anos de existência, traz uma história de fé que vem de décadas, mas que pouca gente conhece.


Movidas pela fé, há anos dezenas de pessoas visitam periodicamente o túmulo de uma criança anônima para fazer orações e inclusive agradecer por supostas graças recebidas.


A história do "Menino José", ou "Anjo José", como foi batizado pelos fiéis, teria começado há pelo menos 60 anos e tem duas versões.


Uma delas é que o menino, sem nome e sem família, teria sido encontrado afogado em uma lagoa, mas a mais contada é que a criança teria sido encontrada queimada e jogada no lixo.


O corpo foi enterrado como indigente em uma cova no chão. Segundo conta a história, o local onde o menino foi sepultado, que tinha apenas uma cruz, passou a ser frequentado por várias pessoas após relatos de graças atendidas.


Segundo Ari Bueno, que desde 1.982, ou seja, há 35 anos presta serviço no cemitério, um antigo coveiro já falecido que trabalhou por décadas no Cemitério Santo Antônio, presenciou e relatava a história do surgimento da fé em torno da criança.


De acordo com Ari, pessoas que afirmavam ter recebido graças do menino mandaram construir e reformar o túmulo da criança.


Atualmente, diminuíram as visitações, mas frequentemente pessoas ainda vão até o túmulo da criança fazer orações e deixar presentes, entre eles flores, brinquedos e até balas, em agradecimento a graças recebidas do Menino José.


Ari Bueno conta a história de um casal de idosos que há pouco tempo teria se deslocado de Curitiba, onde reside, para Amambai, cidade que nem conheciam, somente para visitar e rezar no túmulo da criança.


De acordo com Ari, um filho do casal paranaense, enquanto trabalhava em uma empresa que implantou a pavimentação da Rodovia MS-156 entre Amambai e Tacuru, décadas atrás, teria relatado aos pais que havia visitado o túmulo do Menino José, feito um pedido e tal graça teria sido atendida.


Caso semelhante em Capitan Bado


Um caso semelhante ao do Menino José em Amambai ocorre no cemitério da cidade paraguaia de Capitan Bado que faz fronteira com Coronel Sapucaia no Brasil.


Segundo informações levantadas pela reportagem do grupo A Gazeta dezenas de pessoas visitam cotidianamente um túmulo que verte água.


De acordo com as informações, o túmulo seria de um trabalhador que teria sido assassinato há muitos anos enquanto trabalhava na extração de madeira e no local onde o homem morreu que seria seco, teria surgido uma vertente de água.


Segundo relatos, depois de sepultado, o túmulo do homem também passou a verter água, inclusive em períodos de seca extrema.


As pessoas acreditam se tratar de água abençoada e durante as romarias chegam a coletar o liquido para levar para casa.

FONTE: pontaporainforma.com.br
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