Polícia paraguaia fecha central de logística do tráfico na fronteira com o Brasil

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Depois de um ano de investigações, a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, com apoio do Ministério Público e da Polícia Nacional, desarticulou estrutura responsável pelo envio de grandes carregamentos de maconha ao Brasil por terra e água, pelos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná.

Foram apreendidas 16 toneladas de maconha, 16 veículos, duas embarcações, submetralhadoras e fuzis. Dez pessoas, incluindo a cúpula do grupo, foram presas. Conforme divulgado nesta quinta-feira pela Senad, a ação foi realizada na cidade de Salto Del Guairá, perto de Mundo Novo, extremo sul do estado, e de Guaíra (PR).

A organização criminosa dispunha de estrutura financeira e logística que incluía depósitos, portos clandestinos e veículos que possibilitavam tanto transporte terrestre quanto fluvial, criando alternativas “seguras” de acordo com a presença de fiscalização na fronteira e destino da carga.

Eles contavam ainda com apoio de policiais corruptos. “Os mesmo tinham um esquema de portos clandestinos para passagem de droga ao território brasileiro e contavam, inclusive, com a proteção de membros das instituições de segurança, segundo as investigações”, afirma a Senad em nota.

Entre os presos estão Flaviano Giménez, principal financiador e chefe da organização, Flávio Júnior Giménez Spaini, filho e braço direito do chefe, Jorge Daniel Zorrila Vera, encarregado pelo gerenciamento das drogas, e Wilson Gauto Campuzano, assistente fiscal da Unidade Especializada de Combate ao Tráfico de Salto del Guairá.

Abaixo na hierarquia estavam Orlando dos Santos Fernández, Miguel Angel Torres, Cristian Mancuello Ferreira, Derlis Nicolas Arguello Ramirez, Wilberto Fariña e Ramón Giménez. Foram apreendidas os 16 mil, uma frota com 16 veículos incluindo caminhões, caminhonetes e carros de luxo, dois barcos, duas submetralhadores, um fuzil 5.56, vários carregadores, cartuchos e silenciadores. Somente o carregamento apreendido ao longo das investigações foram avaliados em oito milhões de dólares.

Correio do Estado/Renan Nucci

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